Às leitoras e aos leitores...

O intuito deste blog é facilitar a comunicação, fazendo circular a informação e promovendo conexões de idéias e pessoas que se interessam pela capoeira angola.
As opiniões são pessoais e, portanto, de minha inteira responsabilidade, não correspondendo necessariamente a qualquer posição oficial do Grupo Nzinga.
Peço licença às mestras e mestres, de hoje e de sempre, para humildemente participar nessa roda. Sou um aprendiz. Procurarei mantê-lo atualizado e espero que seja de algum jeito útil.
Um abraço!

Mostrando postagens com marcador eventos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eventos. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de maio de 2010


Este ano o Grupo Nzinga de Capoeira Angola está celebrando seus 15 anos!
Para comemorar um momento tão especial, haverá um belo evento em São Paulo, a partir do dia 30 de julho.
Maiores informações estarão em breve disponíveis no site (www.nzinga.org.br) ou aqui mesmo.
Desde já está todo mundo convidado!!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O que faz alguém mestre de capoeira?

Certa vez, em um histórico encontro em Minas Gerais, estiveram reunidos vários mestres de capoeira angola.
Uma das mesas de discussão tinha por tema o "ser mestre", ou algo assim, e era composta pelo Mestre João Pequeno e o então Contramestre Valmir, entre outros.
No decorrer do debate, Mestre Moraes, da platéia, tascou a pergunta, dirigida a Valmir, o mais novo daquela turma: "O que faz alguém mestre de capoeira?"
Que situação!
Uma daquelas em que parece que tudo pode acontecer.
Mestre Valmir, que teve muito bom professor, saiu-se na mandinga dessa sinuca de bico: "Deixo ao Mestre João Pequeno, como mestre mais velho aqui presente, responder a sua pergunta, mestre".
Foi a deixa para que todos pudessem ouvir a mais perfeita definição de mestre, vinda não de teorias, estudos acadêmicos ou especulações, mas da mais pura essência capoeirística: "O mestre quem faz são seus alunos".
Pois é, depois dessa, assunto encerrado.
Quanta sabedoria concentrada!
Simples e genial.
Definitivo.
João Pequeno de Pastinha.
Acho que Mestre Moraes deve ter concordado sem hesitação.
Até porque ele já era um exemplo vivo disso.
Essa história com certeza ainda vai ser contada direito por alguém.
Por agora, basta dizer que além de pessoalmente ter um papel central e incomparável no renascimento da capoeira angola a partir dos anos oitenta, Mestre Moraes deixou uma descendência reconhecida por toda a comunidade por seu apreço aos fundamentos.
São filhos, netos, bisnetos... e por aí vai.
Alunos de alunos de alunos de alunos... de Mestre Moraes!
Eu não conheço um descendente que não se orgulhe dessa escola.
Pois é, essa estória me contou quem estava lá.
Se foi exatamente assim, não sei.
Só sei que gosto dela desse jeito mesmo.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Segundo "Viva Pastinha"

O II Encontro Cultural de Capoeira Angola "Viva Pastinha" foi realizado em Brasília, no mês da Consciência Negra de 2003. Seu tema foi "Capoeira Angola e Educação", aproveitando o ensejo da então recente Lei 10.639, que determina o ensino da história e das culturas africana e afro-brasileiras nas escolas do país.

A abertura foi na Fundação Cultural Palmares, com a presença de seu atual presidente, Zulu Araújo, bem como de outros convidados e convidadas ilustres, como os professores Nelson Inocêncio e José Jorge Carvalho.

Ao longo da programação, que mesclou muita arte e capoeira com discussões aprofundadas, aprendemos muito com as palestras do pesquisador Sales Augusto dos Santos e do professor Edson Cardoso, diretor do Jornal Irohin.

Na parte cultural, foram marcantes a oficina de frevo de Uirá Dias, o espetáculo do Boi de Seu Teodoro, a aula de dança dos inquices do Tata Mutá Imê e o forró arretado de Sivuquinha. Além, é claro, do grande Tião Carvalho e da Orquestra Nzinga de Berimbaus!

Tudo permeado pelos ensinamentos dos Mestres Paulinha, Janja e Poloca, em treinos e rodas cheias de ngunzo. Sem falar na presença vibrante da família Nzinga e de amigos, tanto de Brasília mesmo quanto gente como as meninas alunas de Leninho e Guaraná, de Goiânia, Dênis de Angolinha, Silvinho da FICA e Jorge do Grupo Zimba.

Pra mim, então, o gosto foi ainda mais especial porque no final fui feito treinéu do Grupo Nzinga, uma honra e uma emoção nunca imaginadas e impossíveis de descrever.

Esse clipe mostra um pouco do que foram aqueles momentos. Espero que curtam.




Realização:
INCAB - Instituto Nzinga de Estudos de Capoeira Angola e Tradições Educativas Banto no Brasil
Grupo Nzinga de Capoeira Angola - núcleo DF

Edição:
Camila Dutervil
Lucas Henrique de Paula

Filmagens:
Estúdio Zumbayllu

Apoio:
FAC - Secretaria de Cultura do Distrito Federal